Arquivo mensais:junho 2022

Auguri, mais que um álbum.

 

No fim do século XIX a Itália passava por um período de turbulência política e econômica. Politicamente o aspecto mais importante focava-se na unificação do país, gerando graves problemas econômicos em terras já prejudicadas pelo clima e a própria escassez territorial. No Brasil o problema centrava-se na falta de mão de obra e na necessidade de ocupação do imenso território. A escravidão foi abolida nesse período, estava montada a equação perfeita. Dessa equação surgiu esse livro –  “Auguri, mais que um álbum” –  a história das famílias italianas vindas para o Brasil, substituir os escravos e cheias de esperança de conseguir terras e, assim, construíram os alicerces de nosso país.

A história foi contextualizada com dados do livro “Do outro lado do Atlântico – um século da imigração italiana no Brasil, do autor Ângelo Trento, Istituto Italiano di Cultura di San Paolo – Instituto Cultural Ítalo Brasileiro” e pesquisas avulsas em documentos de domínio público. O livro é tematizado, basicamente, mediante garimpagem e descobertas sobre a vida dos antepassados de nossas próprias famílias, cujas fotografias jaziam em álbuns sem nomes, mortos várias vezes, desconhecidos que eram. A garimpagem começou pelas fotos e são elas que contam as histórias dos integrantes de nossa família, cada foto revelava a história de uma vida, enredada em outra e assim, sucessivamente, chegamos a nossos trisavós. Italianos de várias partes da Itália se encontraram aqui, no Brasil, se apaixonaram, formaram famílias, sofreram, são essas histórias que esse livro vai contar mediante as fotos, ou melhor as antigas fotos irão contar.

Tais italianos fixaram-se no Estado de São Paulo, principalmente, nas cidades de Guaratinguetá e Campinas. Foram atraídos pelos acenos do Senador Vergueiro que criou a Casa Vergueiro & Cia, favorecendo as viagens e instalação dos imigrantes pelas fazendas das regiões como assalariados. Assistiram e atuaram na implantação da industrialização, nas mudanças de costumes, artes e avanços tecnológicos. Atravessaram a República Velha, Estado Novo, Regime Militar…

Os italianos e seus descendentes são parte ativa na construção de São Paulo. Por toda a parte vemos sua marca nas comidas, música, moda, entonação da fala.

Como finalização do livro deixaremos uma árvore genealógica em aberto como uma provocação, para que qualquer um entre na ciranda da busca de suas origens e com isso se sinta mais integrado no âmbito familiar e no mundo em que vive.

EM BREVE! Disponível para venda. Reserve aqui

A Joia do Brasil – Moda, tecnologia e costumes nos últimos 50 anos.

A joalheria produz um efeito comum nas pessoas que se dispõem a trabalhar na área: PAIXÃO!
A paixão pela joalheria levou a autora a estudar o papel da joia na história humana e desse estudo saiu seu primeiro livro: A Joia – História e Design, publicado pela Editora Senac em 2008 e já caminhando para a terceira edição.

Mas, como o assunto é inesgotável, precisava compreender mais. Com imensos recursos naturais e tantos talentos criadores, por que a joalheria do Brasil não marcou presença no pódio econômico internacional? O que faltou ou falta para que seja mais relevante para a economia do país?

Desta reflexão surgiu a pesquisa para o livro A Joia do Brasil.

O know-how e a tecnologia trazida pelos imigrantes, as decisões governamentais, a economia, os costumes da sociedade brasileira, a moda e o mercado destes últimos 50 anos são analisados neste livro sob o viés da joalheria.

Eliana Gola é designer premiada internacionalmente, escritora, perita judicial em design de joias e educadora, tendo coordenado e ministrado cursos de joalheria nas principais universidades do país por quase 30 anos.

Dedica este livro, com muita esperança, a todos os profissionais do setor, a todos os estudantes e interessados em fazer da joia do Brasil uma das grandes preciosidades desta nação.

Disponível para venda em versão impressa. Peça aqui

Clayber de Souza ganha livro e documentário sobre sua música.

No próximo sábado (27), a tenda circense da “Cidade Âncora”, em Cotia será palco de uma tarde de homenagens a Clayber de Souza, músico, harmonicista e professor reconhecido internacionalmente e diplomado pela Academia Brasileira de Arte e Cultura por seu método didático de Gaita de Boca. E toda a homenagem ainda é pouco para quem executa 40 tipos diferentes de harmônicas e, em arranjos especiais, pode executar até seis instrumentos simultaneamente. Clayber foi eleito um dos 10 melhores harmonicistas do mundo pela fábrica de gaitas alemã Hohner e no Brasil, o melhor pela fábrica de Instrumentos “Hering”.  Tem mais 62 discos e CD’s gravados e tocou ao lado de Oscar Peterson, Billy Eckstein, Flora Purin, Hermeto Paschoal, Airto Moreira, César Camargo Mariano e outras estrelas internacionais. Integrou o grupo Sambossa-5 e os trios “Sambalanço”, “Sambrasa” e “Jongo”.

Esta vida cheia de boas histórias, grandes apresentações e muita música é retratada no livro “Gaita com Bossa”, escrito pela biógrafa Eliana Gola. Deu vida ao documentário “Clayber de Souza, uma lenda da harmônica” de autoria do produtor e diretor de televisão Hélio Sileman, com roteiro do músico, baterista, pianista e percussionista Marcelo Adrio. A tarde de homenagem terá como mestre de cerimônias a cantora Larissa Cavalcanti.

E como não poderia faltar, Clayber fará duas apresentações: um pocket show, às 18h com o Terceto de Clayber de Souza formado pelo músico Gabriel Deodato (violão) e Marcelo Adrio (bateria). E às 21h, na tenda “Circo Vagalume”, um show com o Quinteto formado pelos músicos Fernando Cesar (piano), Giba Pinto (contrabaixo), Willie Daniel (violão) e Marcelo Adrio (bateria).

Disponível para venda. Peça aqui

Entretantos – Saborosos contos de Célia Marinangelo

Edição em parceria com a Chiado Books, disponível no Brasil, em Portugal e países de língua portuguesa, é lançado o livro de contos de Célia Marinangelo.
Disponível para venda. Peça aqui
Leia abaixo a introdução da autora:

Os livros sempre estiveram presentes em minha vida. Minhas lembranças mais remotas mostram o encantamento da criança, que ainda não decifrava o código da escrita, mas se maravilhava com as ilustrações e contava histórias para si mesma, por meio delas. Quando não tinha livro nas mãos, as nuvens e suas variadas formas e figuras serviam de mote para enredos criados e recriados pela imaginação fértil, da menina que nasceu fora de safra, quarta filha de irmãos e primos mais velhos.

Na minha infância, íamos à escola aos sete anos, ávida por aprender a ler, não tive a aptidão de decifrar tal código sozinha, mas em minhas memórias, que talvez sejam inventadas, acho que aprendi na primeira semana de aula e, desde então nunca mais parei de ler. Lia tudo o que me caía nas mãos, as aventuras de Narizinho, claro! _ mas, também, mitologia, contos de fada clássicos, folclore, o que fosse. Na maturidade, tenho certeza de que os livros me salvaram. Salvaram-me de tristezas profundas, do tédio, de desencantos com a vida. Trouxeram-me momentos de reflexões, emoções e, por que não? Certa sabedoria, um olhar amplo e periférico sobre os acontecimentos do mundo e do cotidiano.

Talvez a paixão pela leitura tenha me encaminhado para os estudos da História, que foi a Faculdade que cursei e, depois continuei sempre na mesma linha, buscando as tessituras da literatura com história política e étnica dos povos nos romances; num pós graduação em Literatura Comparada.

Junto às inúmeras leituras feitas em livros escritos em língua portuguesa, as leituras do cotidiano e sentimentos vivenciados pela vida afora, foram se transformando em textos literários de autoria própria e, se acumularam pelas gavetas e pastas aleatoriamente. Da mesma forma desenhos de traços simples, a lápis de cor, colagens despretensiosas inspirados nos temas ou vice versa foram enchendo cadernos, espalhados pelas prateleiras das estantes dos muitos livros manuseados e companheiros fiéis; resolvi juntar alguns num pequeno livro meu.

Ao compilar os textos aqui apresentados, assim como os desenhos, que foram trabalhados digitalmente por um artista gráfico, a intenção foi, tão somente, partilhar um pouco do prazer que a literatura e o desenho pode proporcionar, colocando a arte ao alcance das mãos de todos sem pretensão de grandes inovações, oferecendo o prazer puro de folhear  um livro e ler pequenos textos, talvez incentivar a busca de próprios traços e palavras e, delicadamente tocar sua emoção.

Célia Regina Marinangelo

Disponível para venda. Peça aqui